terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Madeiro 2010

A geada era muita, assim como o frio, mas a pontualidade imperou! Ás 8h30 todos os rapazes estavam prontos para ir ao tocos para o Madeiro de Natal mantendo-se assim uma das tradições mais queridas da nossa terra.

Acompanhados por um garrafão de vinho tinto, para os ajudar com o frio, foram á procura de paus que pudessem trazer para a fogueira de Natal. Apesar do trabalho e esforço, a animação e espírito de companheirismo foi constante, conseguindo-se reunir uma valente fogueira que aquecerá todos na noite de dia 24 de Dezembro.

Aproveitamos para desejar a todos os nossos sócios e amigos um Feliz Natal e um Bom Ano de 2011. A todos os que se dirigem para o Ozendo durante esta época festiva, desejamos uma boa viagem e um até já!



















terça-feira, 14 de dezembro de 2010

3º Torneio de Sueca do Ozendo

No passado dia 11 de Dezembro realizou-se a 2.ª fase do 3.º Torneio de Sueca, organizada pela Associação Recreativa e Cultural do Ozendo.

Iniciaram-se então os últimos jogos que faltavam para a fase de grupo. De seguida apuraram-se as quatro equipas de cada grupo para os quartos de final.

Antes do início desta fase, animou-se a “malta” com um borrego, oferecido pela Sra. Marinete Póvoas, preparado pelo Sr.º Fernando Nabais e cozinhado pelo Jorge da Xaninha, e febras com cogumelos.

Procederam-se então aos quartos de final, apurando-se quatro equipas para o 1.º, 2.º, 3.º e 4.º lugar.

Para o terceiro e quarto lugar disputaram as equipas Artur e Jeremias com a equipa de Alexandre e Bruno (Fóios). Para o primeiro e segundo lugar disputaram as equipas de Carlos Barata e Beto Martins com a equipa de Lurdes e Ivone.

Os resultados finais e os respectivos prémios foram:

1.º Lugar – Lurdes e Ivone – 400 arcos;

2.º Lugar – Carlos Barata e Beto Martins – 150 arcos;

3.º Lugar – Artur e Jeremias – 100 arcos;

4.º Lugar – Alexandre e Bruno.

Depois da entrega dos prémios aos vencedores e de uma lembrança (caneta) a todos os participantes, a ARCO agradeceu a participação das equipas e de todas as pessoas que compareceram a este evento.

De seguida teve o início a sessão de karaoke que se encerrou já de madrugada.

Bem haja a todos!

Por: Angelsabugal
 




























sábado, 11 de dezembro de 2010

Feira ECOraya Salamanca



Acabados de chegar da ECOraya em Salamanca, seremos dos primeiros, senão mesmo os primeiros a trazer novidades, fresquinhas para o lado de cá da Fronteira de uma feira em grande, a fazer inveja às maiores. Lá estavam representadas de entre mais de 120 Expositores, bancas do Sabugal, de Almeida, de Pinhel, da Guarda, da Mêda, de Manteigas, de Seia, de Gouveia, de Belmonte, de Penamacor, de Trancoso, de Figueira, de Celorico, etc. De realçar a representação de um Stand bem arranjado da Colónia Agrícola Martin Rei (Peladas), com produtos típicos ecológicos e gostosos daqui da nossa zona: castanhas, avelãs, hortícolas, etc. Nem tão pouco faltou o assador gigante dos Foios
A feira continua por mais um dia.
Esperamos que estas iniciativas se repitam por muitos anos. Talvez um dia a ARCO, se possa fazer representar com produtos eco-biológicos genuínos, inovadores,  e diferentes. Quem Sabe?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Neve - 03/12/2010









segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CONTOS DA NOSSA TERRA


Quem não se lembra do ti Saraiva? ( T`siraiba na voz do povo)



Quem não se lembra do ti Saraiva (T`siraiba) e sua camioneta, da carreira com tromba e tudo? Quem não se lembra do ti Chico que até arranjou um chicote comprido, com o qual da porta de trás, mesmo em andamento, tenteva espantar a canalha que se pendurava nas grades da camioneta.
Há já uns tempos fomos descobrir esta passagem deliciosa da nossa infância, meados do século XX - escrita desde Lisboa, sabemos lá  por quem, mas que até podia ser da autoria de um qualquer de nós. Basta para isso, que nos situemos na Ceboleira (sobleira) quando esperávamos, a gritar “já lá vem a carreira”. Ou na praça quando o Ti João Robalinho (Ti Jbão rebalinho), recebia do T´siraiba o Correio que depois distribuia em voz alta.


Recordem:


«Havia naqueles dias dos anos 50 alguns ícones que merecem referência aqui. São profissões, tipos, caracteres, pessoas especiais que, pela sua função ou indispensabilidade, ficaram no nosso imaginário para sempre.
A camioneta da carreira (autocarro diário) era um deles. Um dos principais.
Era um instituto. Duas vezes: às nove e às seis. Havia quem, àquela hora, não fizesse mais nada: ia para o Terreiro (Largo) de São Francisco esperar pela camioneta da carreira. Só para cheirar o que lá ia, quem lá ia.
Só por falta de ocupação e necessidade de manter o contacto com o «resto do mundo», digo eu hoje: o mundo terminava onde terminava o circuito da carreira: Belmonte para um lado, Ozendo / Sabugal para o outro.
Mas acontecia com os mais pequenos outro fenómeno que envolve também a camioneta da carreira: apanhávamos boleia, pendurando-nos lá atrás e indo uns minutos pendurados, com os pés mais ou menos a arrastar pelo chão. Aliás, não era só com a carreira que apanhávamos boleia. Fazíamos isso também com a camioneta do peixe e um ou outro caso de camionistas que por ali paravam.
A técnica era muito simples: do Largo de São Francisco, onde toda a gente parava e, por maioria de razão a camioneta da carreira, até à curva lá em baixo, os motoristas aceleravam pouco porque tinham de fazer aquela curva fechada. Era então boa ocasião para «apanhar a boleia»: cada um pendurava-se cá atrás, onde podia, mas com uma regra sagrada: tinha de ir escondido do motorista. Se não, eles paravam e vinham cá a trás escorraçar o pessoal – que, ala, que se faz tarde, desaparecia em menos de um fósforo…


Mas nem sempre os motoristas abrandavam – às vezes, tenho a certeza, por malandrice também. Aí, toca a saltar. Por vezes, já em situação de perigo. E então lá ia um joelhito abaixo, uma esfarrapadela numa perna, um esmurranço num pé… Era uma vertigem pura, nessas alturas.
Impossível deixar de referir aqui quem era o motorista de sempre da camioneta da carreira: durante anos e anos. Nem sequer se admitia que pudesse haver outro. E se algum dia ia outro, já nada parecia igual. Era o ti’ Saraiva. Já era velhote (ou eu pensava que era. Naquelas idades, temos uma estranha noção de velhice. E, naqueles tempos, as pessoas tinham ou parecia-nos que tinham um estranho ar de velhice precoce). Mas sempre simpático para com toda a gente: era para todos o ti’ Saraiva. »
José Carlos Mendes (sic)

E assim, decorriam langorosamente os dias na bucólica pacatez da aldeia.

Foto Antiga