Os “mais velhos” podem recordar e os mais jovens podem
apreciar…
Em tempos que já lá vão, um grupo de estudantes, naturais do
Ozendo, entoavam esta canção, nas festas de Natal que realizavam no edifício da
antiga escola, onde nós, os desta idade, aprendemos a ler, a escrever, a
contar, a recitar, a cantar, etc…
Tudo isto se passou durante as décadas de 50 e 60 e
proporcionava aos nossos familiares, amigos e vizinhos momentos de alegria,
esquecendo também os afazeres do dia a dia…
Aqui vai a letra da referida canção:
As capas
As nossas capas rotas velhinhas
Todas de negro tremem no ar

São
andorinhas, são andorinhas bis
Que se preparam para emigrar
As nossas capas foram bordadas

Por mãos de
fadas, noivas ou mães
As pobrezinhas abandonadas bis
Tristes, com mágoas, choram também
No fim das aulas, todas com elas
Toca p´rá baixa para as mostrar

E nas janelas
lindas donzelas bis
Por detrás dos vidros a suspirar
Das nossas terras vinham também
As longas cartas dos nossos” velhos”

- Não gastes
muito porta-te bem bis
A gente ria-se destes conselhos
Chegou enfim a despedida
Tudo se esvai como o fumo

Agora vamos
mudar de vida bis
Agora vamos mudar de rumo
Nota: Não se conhece o autor desta letra, mas ao cantá-la,
recordamos, com saudade, os velhos tempos da nossa infância e juventude.
E…já que vai de recordar, aqui vai mais uma canção , ao
nosso Ozendo:
Canto adorado, torrão lindo onde eu nasci
Mesmo afastado, nunca me esqueço de ti.
Hei-de rogar a Nossa Senhora das Dores
Para sempre te amparar
Minha Terra, meus Amores!
Texto de: Maria José Carriço